A comunicação e a geração Z

Há pouco tempo estava refletindo sobre a gigantesca mutação da comunicação ao longo dos anos. A tecnologia, obviamente, foi a maior colaboradora, mas então comecei a me indagar sobre o papel da geração Z neste processo.

A geração Z é sucessora da geração Y e engloba as pessoas que nasceram da segunda metade dos anos 90 até hoje. Os primeiros engatinharam junto com a internet e presenciaram seu crescimento astronômico, já os outros se acostumaram a estar conectados desde cedo. O iPad tomou o lugar do Lego.

É uma geração extremamente beneficiada pela tecnologia, que possui cada vez mais acesso à informação e talvez cada vez menos sede por tê-la. O leque gigantesco de possibilidades não para de crescer. Rádio agora só no carro, e olhe lá. Pra quê perder tempo assistindo um documentário se o conteúdo pode ser absorvido mais rapidamente na internet? Vale lembrar também que o conteúdo online nem sempre é confiável.

Se a geração Y tem necessidade de instantaneidade, a Z deseja tudo na velocidade da luz. Tanta coisa chegando tão rápido que fica difícil saber se eles vão começar a fazer um pouco de tudo e não terminar nada ou se presenciaremos profissionais dignos de poderes de um super herói.

E a comunicação está lutando para acompanhar. Para mim, estamos em tempos extremamente relacionais e visuais.

A criação e manutenção de relacionamentos a partir da web já são nossos conhecidos, mas muita gente ainda vira as costas. Criar uma imagem e um conceito em cima do produto ou serviço vai além de fazer propaganda. É preciso criar laços, estreitar relações e manter o contato. Outros fatores antes de grande preocupação, como o preço, já não têm mais a mesma importância, afinal o mercado é acirrado e as diferenças não são tão grandes. A tendência é consumir de acordo com a simpatia causada.

É uma era também com textos cada vez menores, em que até os 140 caracteres do Twitter já são muito, quando se precisa ler uma timeline inteira. Já parou para pensar como o Facebook tem cada vez mais imagens e menos textos? É o desenvolvimento da informação visual. Uma boa imagem é capaz de fazer o papel de um lead e traduzir tudo que é preciso saber.

E eu vejo isso como uma tremenda oportunidade para os RPs. Quando se possui uma visão holística, é possível ver que este cenário contribui até para redução dos custos. Fazer uma campanha estratégica nas redes sociais pode sair bem mais barato do que uma feita em jornais, revistas e demais veículos em âmbito nacional.

Enxergue as necessidades e seja criativo. A geração Z detesta mais do mesmo. Ações simples, porém criativas, podem ser incrivelmente surpreendentes, por outro lado também possuem o poder de criar um buzz positivo gigantesco. Mas não se esqueça que é preciso sempre planejar. O acesso facílimo à internet faz dos jovens da geração Z excelentes multiplicadores, que podem levar seu trabalho ao céu ou destruir seus esforços de anos em poucas horas.

Artigo de minha autoria, publicado no Blog Relações.

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