Dicas para acertar no layout da loja

Para planejar corretamente o layout de sua loja, é preciso saber que características o estabelecimento deve ter para atrair a atenção dos clientes potenciais e consolidar sua imagem. Para isso, deve-se avaliar quais os produtos a ser expostos na loja, quantas pessoas podem ser atendidas por dia, quantos membros a equipe de vendas deve ter, qual o estoque necessário para a operação da loja e qual o perfil do consumidor potencial (sexo, idade, classe social, hábitos de consumo, escolaridade, etc.).

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As características de uma loja devem ser definidas com base no tipo de consumidor que se pretende atrair. Um estabelecimento muito luxuoso, localizado em um bairro popular, pode afastar seus clientes potenciais, mesmo se oferecer bons preços. Do mesmo modo, uma aparência excessivamente modesta pode afastar consumidores em um bairro de alto poder aquisitivo.

A seguir, conheça algumas orientações para montagem:

– Emergência: também é necessário considerar a facilidade de esvaziamento do estabelecimento em caso de incêndio ou outro tipo de emergência. A localização dos extintores, adequados ao tipo de material da loja, obedece ao projeto de prevenção contra incêndios, aprovado pelo Corpo de Bombeiros. Se houver portas de emergência, devem ser claramente sinalizadas, abrindo para fora, e nunca trancadas ou bloqueadas por móveis ou volumes.

– Fachada: deve ser a mais adequada possível ao público que pretende atrair e aos produtos e serviços que tem a oferecer;

– Vitrine externa: transmite a personalidade da loja e deve traduzir o que o cliente encontra no interior dela;
– Prateleiras: prolongamentos da vitrine, propiciam ao cliente contato mais próximo e devem estimular seu interesse;

– Balcão: um dos elementos que definem a circulação, deve ser planejado para que não se torne um obstáculo entre o cliente e a mercadoria;

– Mostrador: excelente recurso para exibir mercadorias frágeis ou de valor, que precisam ser guardadas de forma segura;

– Caixa: deve ser discreto, para não desviar a atenção do cliente da área de vendas, porém visível;

– Sanitários: é preciso seguir a legislação municipal, conforme o número e o sexo dos funcionários e a utilização por parte do público. Lembre-se: instalações impecáveis constituem um bom cartão de visitas;

– Administração: o espaço deve ser planejado de modo que o fluxo de documentos administrativos acompanhe a velocidade das vendas.

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Fluxos adequados

Para que tudo funcione adequadamente, é necessário que o layout possibilite uma boa distribuição das áreas. A porta de entrada deve facilitar ao máximo o acesso. Sua largura mínima deve comportar a passagem de cadeira de rodas. Se tiver de permanecer fechada, é melhor que seja de vidro, para que o cliente possa visualizar o interior da loja.

A porta mais indicada é a dupla, com uma folha abrindo para dentro e outra para fora, com os avisos “empurrar/puxar” bem visíveis. Lojas destinadas a mulheres devem prever a entrada e a circulação de carrinhos de bebê.

Os móveis não devem ocupar mais de 40% da área. Se o espaço for muito pequeno, podem ser usados recursos de iluminação, de pintura e espelhos para aumentar a sensação de espaço.

Uma boa circulação requer corredores amplos e planejados como vias de mão-dupla, que propiciem a visão plena dos produtos. O percurso do cliente na loja pode ser previamente delineado para que não haja conflitos na movimentação dos clientes e dos funcionários.

Princípios básicos 

Alguns princípios básicos devem ser considerados:

– Aproveitamento do fluxo de circulação: o consumidor tende a se deslocar para a direita, no sentido horário. Assim, é preciso dispor os produtos em uma sequência bem programada, que garanta a circulação por todo o espaço. Para evitar que o fundo da loja se torne uma “zona morta”, por exemplo, pode-se utilizar essa região para expor produtos em oferta ou montar uma mesa de degustação.

– Sinalização: a boa sinalização contribui para orientar a circulação. Ela pode ser obtida com cartazes e setas. Para que o cliente as enxergue de qualquer ponto, convém que prateleiras e gôndolas localizadas na área central não ultrapassem 1,50 m. O uso de materiais e cores diferentes e de iluminação constituem outras formas de sinalização.

– Exposição dos produtos: a forma como os produtos são apresentados influi na decisão de compra. Para tirar melhor proveito do espaço, recomenda-se colocar mais itens nas prateleiras, em vez de exibir grandes quantidades de um mesmo produto. Deve-se aproximar produtos afins, como meias e sapatos, salgadinhos e bebidas, e utilizar as áreas perto do caixa para expor pequenos produtos de conveniência ou comprados por impulso.

– Área de vendas: quando há mercadorias expostas em mostradores, é melhor optar por prateleiras e balcões com portas de correr, que ocupam metade do espaço das portas de abrir e das gavetas. As prateleiras na parede devem ter no máximo 2 m de altura, para facilitar o trabalho do vendedor.

– Estoque: a área destinada ao estoque deve ser planejada de acordo com as necessidades do negócio. Ele deve estar em local acessível para abastecer a área de vendas, mas sem subtrair parte de seu espaço.

Fonte

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